Economia Circular: o que é e porque sua empresa deve se importar

Esta não é uma ideia nova, mas nos últimos três anos alcançou uma projeção tão grande que é difícil encontrar um gestor que ainda não tenha ouvido falar em economia circular. Responsável por estimular uma nova rodada de debates sobre desenvolvimento sustentável nas indústrias brasileiras, a economia circular é essencialmente uma proposta de fortalecimento de cadeias produtivas. E como acontece esse fortalecimento? Ao questionar e repensar a logística industrial.

Não faltam razões para aderir às práticas da economia circular. Olhar os processos fabris com uma visão de sustentabilidade pode trazer mais autonomia diante de matérias primas, melhor aproveitamento de recursos e a consolidação de uma reputação de excelência diante de consumidores cada dia mais exigentes.

Engana-se quem pensa que economia circular é uma completa novidade na rotina industrial brasileira. Em 2019, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma pesquisa que demonstra que a maioria das indústrias já pratica algum  tipo de ação relacionada à economia circular, como a otimização de processos, o uso de insumos circulares e a recuperação de recursos. E para as empresas que têm intenção de se manterem relevantes em suas áreas e prosperarem diante de novos cenários, a ISO 14.000 traz algumas propostas interessantes de avaliar e inserir no processo produtivo — entre elas a logística reversa, a simbiose industrial, a análise do ciclo de vida e até mesmo o biomimetismo.

Pegue a logística reversa, por exemplo. Ela consiste em reaproveitar ou destinar corretamente os resíduos industriais. Alguns setores já são obrigados a seguir diretrizes que determinam o fim desses resíduos — entre eles, fabricantes e comerciantes de agrotóxicos, eletrônicos, baterias, pneus e óleos lubrificantes. As empresas que têm demonstrado sucesso em seus esforços de logística reversa têm sido reconhecidas internacionalmente. Um bom e recente exemplo disso é o da OLUC (Óleos Lubrificantes Usados Contaminados) que conseguiu devolver à cadeia produtiva aproximadamente 303 milhões de litros de óleo lubrificante, gerando um ganho econômico de aproximadamente US$ 300 mi por ano. Considerado um case de sucesso, o processo e os resultados foram apresentados na conferência da ONU sobre o clima, a COP26, em outubro de 2021.

Um dos maiores desafios a serem encarados a curto prazo para consolidar a economia circular na cultura industrial brasileira é estabelecer e fomentar o diálogo entre a iniciativa privada e organizações estatais. A parceria entre os dois setores é um pilar a ser erguido para sustentar um crescimento econômico responsável, capaz de criar condições que favoreçam a inovação e efetividade no setor.

 A médio e longo prazo, é indispensável a criação de comissões de regulação para definição de uma Política Nacional de Economia Circular. A aplicação de critérios de otimização produtiva e reaproveitamento de recursos vai permitir que as indústrias do Brasil consigam se consolidar no cenário internacional. Ao atender às exigências de mercados consumidores cada vez mais preocupados com impactos ambientais, responsabilidade social e consumo ético, são esperados resultados consistentes e positivos.

Chegou o momento de discutir dentro dos quadros executivos da sua empresa como a sua organização é capaz de promover consumo e produção responsáveis, gerar inovação, infraestrutura e impulsionar o crescimento do país nas próximas décadas.

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Tiago Drumond

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